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Quando as buscas mudam, o Google muda. E como isso te afeta?

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Quando as buscas mudam, o Google muda. E como isso te afeta?

September 28, 2016

Tudo o que sabemos sobre busca está mudando completamente. Uma explosão de dispositivos e tecnologias continua a delinear como e onde pesquisamos.

A noção de sentar na frente do laptop e digitar termos no Google já começa a parecer meio estranha – e essa gigante da tecnologia já vem percebendo e se adaptando a essas mudanças. Mas os publicitário também precisam responder a isso também.

A busca evolui

Durante muitos anos, a interface do usuário permaneceu inalterada. Você visitava um mecanismo de busca, como o Google, no seu desktop, digitava uma solicitação de informações e recebia de volta uma lista com opções que pareciam úteis.

Mas, aparentemente da noite para o dia, tudo mudou. Agora, procurar algo significa utilizar uma ampla variedade de interfaces, que incluem aparelhos de GPS, tecnologia de computação vestível, objetos inteligentes, como o Amazon Echo e sistemas operacionais como iOS e Android.

Ah, também é bom lembrar que não estamos sentados no nosso sofá quando fazemos essas buscas. Estamos no meio do caminho para algum lugar. Isso porque queremos informação na velocidade da luz, para ontem. E, como podemos contar com um número de interfaces que nos ajudam a encontrar o que queremos, nossos hábitos de busca estão mudando.

Além disso, quando estamos no trânsito ou caminhando na rua com um Apple Watch, usamos nossas vozes mais do que nossos dedos para achar aquilo que procuramos. E, quando voltamos para casa, podemos pedir uma pizza falando com nossos aparelhos da Amazon Echo em vez de ir ao Google para encontrar quem entrega.

Recentemente, uma empresa conhecida como MindMeld, que oferece tecnologias de busca por voz, entrevistou usuários de smartphone nos Estados Unidos e percebeu que 60% dessas pessoas tinham começado a usar busca por voz no ano anterior. Você também pode perceber um aumento nas consultas de busca, que são feitas claramente por comandos de voz quando você olha os Google Trends para frases como “ligar para a mamãe,” o que provavelmente não foi digitado em um campo de busca.

Busca por voz não está para vir. Já está aqui.

Quando as buscas mudam, o Google muda

Essas mudanças não preveem bem o modelo de receita tradicional do Google, que costuma mostrar anúncios enquanto você faz pesquisas no Google. A interface do usuário ao falar no seu celular ou usar um dispositivo de computação vestível para pedir pizza não deixa espaço para anúncios de pesquisa pagos. Portanto, não é de se estranhar que o gasto para anúncios de display já está ultrapassando os anúncios de busca. E que a lacuna entre esses dois vai ficar ainda maior nos próximos anos.

O império contra-ataca

Pode-se dizer, no entanto, que o Google.com está perdendo sua influência gradualmente. Mas não o Google. Por quê? Porque o Google está consciente dessa mudança no comportamento de busca e já vem tomando uma série de atitudes para manter seus usuários e anunciantes na sua esfera de ação. Aqui estão algumas das formas que o Google vem desenvolvendo atualmente:

Lançamento de aplicativos e sistemas operacionais. Android, Android Auto, Chrome, Drive, Gmail, Google Fiber and Google Maps: eles não são uma coleção de tecnologias, mas uma forma de o Google conseguir se embrenhar na forma como fazemos nossas próprias buscas.

O Google Fiber é a manifestação mais óbvia de que o Google literalmente está se tornando parte da construção das nossas vidas, mesmo que seja ainda um pouco cedo para dizer qual será o alcance do Google com o Fiber.

O Google Maps é outra coisa. Enquanto o Apple Maps vem lutando para conseguir credibilidade, o Google Maps já se estabilizou como um dos aplicativos de destaque padrão quando o assunto é buscar localizações. Se você abrir um negócio, será como se não existisse, a menos que alguém possa te encontrar no Google Maps

Ser encontrado via Android Auto também tem se tornado quase como uma obrigação. Em abril desse ano, o Google lançou o Android Auto em 18 países, fazendo com que esse aplicativo esteja atualmente disponível em 28 nações. Está claro que a pesquisa de voz em carros é uma disputa de cachorro grande entre o Android Auto e o Apple’s CarPlay.

Quando você combina esses aplicativos com o resto dos produtos listados acima, é fácil perceber como o Google vem criando uma infraestrutura que fará com que seus usuários continuem visitando-o mesmo que não façam nenhuma busca.

Criação de produtos físicos como o Android Wear, Google Glass, Chromebooks e carros sem motorista. Outra forma de o Google tentar diversificar seus produtos é criando é com os produtos físicos. Mas não importa muito para eles ter sucesso imediato ou não. É apenas uma nova maneira de o Google tentar fazer com que seus clientes continuem solicitando e usando os dados que o Google fornece.

Evolução rápida para uma filosofia de experiência de usuário com foco em dispositivos móveis. Um estudo feito pelo Google mostra que, desde 2011, o número de buscas “perto de mim” aumentou 34% e a maioria delas (80%) é feita por meio de dispositivos móveis.

Por causa disso, o Google vem impulsionando a busca para uma experiência focada em dispositivos móveis. Todos os negócios vêm sentindo o impacto dessa mudança de algoritmo do Google Mobile, com o advento do Snack Pack e a eliminação do AdWords do lado direito dos resultados de busca nos desktops.

O foco nos dispositivos móveis complementa perfeitamente o lançamento de aplicativos e sistemas operacionais, que favorecem uma experiência de busca móvel.

Lançamento de produtos para manter as pessoas nos servidores do Google.com e mostrar como o Google é incrível. O Google não está desistindo do Google.com — pelo menos, não por enquanto. A intenção é construir um ecossistema de busca embutido para aqueles que ainda não ao Google.com para encontrar o que queremos.

  • O Google AMP faz mais do que simplesmente carregar os sites de maneira mais rápida em celulares. Ele também mantém os usuários em uma experiência controlada pelo Google, o que facilita para o Google o acompanhamento e transmissão de informações.
  • O Google App Streaming, parecido com o Google AMP, permite que criadores de outros aplicativos tornem mais rápida a entrega de conteúdo a seus consumidores. E a grande sacada toda a experiência do aplicativo será hospedada e oferecida pelo Google.
  • O Physical Web do Google foi desenvolvido para manter a relevância das páginas de sites por meio da oferta de resultados de busca (como conteúdo do Google, por exemplo) baseados no feedback que eles recebem do local de um usuário e dos objetos inteligentes próximos a ele.
  • Google Destinations e outras “experiências de busca de imersão” permitem ao Google usar entidades para fornecer uma experiência de compra end-to-end para viajantes no Google.
  • Google também tem testado uma experiência semelhante para consumidores que buscam por profissionais de algumas áreas, como encanadores e responsáveis por serviços de limpeza.

Ajuda na melhoria da inteligência de entidades. Pense numa entidade como as que o Google apresenta nos seus resultados de gráfico de conhecimento. Quando você faz uma pesquisa, o Google puxa de uma vasta lista de fontes de informação para corresponder àquilo que ele acredita que sejam as respostas mais relevantes.

Se você buscar por Domino’s Pizza, o Google vai certamente pegar dados no site corporativo da Domino’s, nas páginas do Google My Business, revisões de Yelp, Wikipedia e outras fontes para consolidar prováveis respostas de uma ponta a outra de uma entidade.

Assim, o Google está tornando suas entidades mais inteligentes e fáceis de editar para entregar mais respostas relevantes a quem busca e, com isso, também agrega mais valor às marcas.

Outra questão é que o Google também está tornando as entidades visíveis em mais lugares e formatos por meio de aspectos como números de telefone que se pode clicar nos resultados orgânicos. E isso permite que você envie uma mensagem direta para os clientes no resultado da busca por meio de Business Cards.

Esses números de telefone com links para clicar e os business cards são mais uma prova de que o Google conseguirá mostrar melhor seu valor às marcas e anunciantes.

Considerações finais

Essas são algumas das principais formas que o Google está respondendo à mudança da de comportamento em relação à busca. E as previsões são de que o Google fornecerá um uma resposta direta e sucinta a uma consulta feita por telefone, computação vestível, automóveis, dispositivos IoT (Internet of Things) e, numa escala menor, pesquisas tradicionais baseadas em textos.

Por exemplo, o Google dirá, “O restaurante mais próximo que serve pizza ou massa fica a dois quarteirões de distância; vire a próxima rua ao norte,” em vez de uma lista de opções.

Ter uma resposta consolidada no lugar de uma coleção de resultados de pesquisa (mesmo que certeiros) significa que a casas receitas do AdWords do Google estão prestes a sofrer um grande baque. A parte mais importante é que o Google vai continuar encontrando formas de agregar valor aos anunciantes, sendo por meio de seu portal ou não.

Se você for um anunciante, é essencial entender que é preciso repensar as estratégias, assim como o Google. Se o Google está investindo em longo prazo nas mudanças da busca, você certamente deveria fazer isso também. Essas novidades estão surgindo de maneira mais rápida do que você imagina.

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